Como eu me imagino há 10 anos.
Foi a dinâmica que o professor de Psicologia fez hoja em sala,e embora eu tenha falado pelos cotovelos sobre os meus planos acadêmicos e mestrado fora do país,a verdade é que eu não tenho idéia.
Lógico,uma coisa ou outra eu imagino.Todo mundo imagina,todo mundo planeja.Eu sei que eu quero adotar uma criança,por exemplo e eu desconfio que provavelmente,eu vou estragar ela exatamente como meus pais me estragaram.
Eu sei que eu quero que os meus pais sejam eternos e que apesar dos avanços da medicina,isso ainda é impossível.Sei também que eles me amam e eu os amo infinitamente,de um jeito que eu não consigo explicar,por mais que a gente nem sempre se entenda.E isso,ninguém apaga.
Sei que não vou ter o mesmo grupo de amigos para sempre.Que com o passar dos anos,nós vamos seguir os nossos caminhos separadamente,mas que uns poucos e bons sempre permanecem e que outros vão aparecer também.Com novas lições e um novo tipo de carinho...
Sei que eu não sei se quero casar,porque simplesmente eu não me imagino o resto da vida com uma mesma pessoa.Ou talvez eu diga isso,porque nunca amei ninguém de verdade.Ou pelo o menos,não o suficiente para envelhecer junto.
Eu sei que quero morar em New York um dia,ter um gato persa e ler Jane Austen em um cafézinho do East Village.Sei também,que vão haver dias em que eu vou ligar para minha mãe chorando de saudade,querendo de volta as nossas tardes no Iguatemi e a comida quentinha.
Sei que a maioria das coisas citadas acima se tornarão realidade,porque eu sempre consigo o que quero e nem me esforço muito para isso.Fazer o que,nasci com a estrelinha da sorte.
Sei que eu não acredito em destino e astrologia e provavelmente nunca vou acreditar.Sei que eu sou meio agnóstica,mas não faço idéia do que vou ser no futuro,quais serão as minhas crenças,o meu credo,ou se eu não vou ter nenhum...
Sei que eu não querer estar 'consciente' o tempo todo.Que de vez em quando,eu vou querer me desligar do mundo e esquecer que existe guerra,assassinos em série e contas a pagar e brincar de Barbie com a minha filha.
Sei também que eu não quero os meus pés firmes no chão o tempo inteiro.Que eu quero sonhar sempre,ter meus objetivos,mesmo que eles nunca se cumpram,apenas pelo simples fato de cultivar esperança,coragem...
Sei que como a maioria das pessoas,eu quero apenas dias de chuva,tardes com amigos,banhos de mar,beijos,abraços,sentimentos que eu nunca senti,lágrimas,de vez em quando,arco-íris,borboletas,um céu azul,sonhos para sonhar...eu quero uma vida que eu vá lembrar daqui a cem anos,sem precisar ter escrito,sem precisar de provas.
quarta-feira, 4 de março de 2009
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domingo, 1 de março de 2009
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'God knows you put your life in two a times
And it's both cradled you and crushed
But now it's time to make your own demands
Whoa'
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Eu não me imagino adulta.
Adulta de verdade,com contas a pagar,filhos,marido,emprego...Olhando assim,parece um futuro tão distante.Mas a gente sabe bem que chega mais depressa do que gostaríamos.
Talvez seja essa a consequencia de não ouvirmos nossos pais e avós,dizendo que o que é bom dura pouco,ter de lidar com as surpresas,com o fim de uma era e o início de outra.
Eu não sei exatamente se eu tenho medo de envelhecer.É tão natural,afinal de contas,você praticamente nem sente o tempo passando e a maioria das pessoas vive muito hoje em dia,e a estimativa de vida só aumenta(resta saber se isso é motivo para celebrar) o.o
Sei lá,eu acho que eu sempre consegui encontrar uma certa glória naquelas frases "Viva rápido,morra jovem" e coisas do tipo.Ou talvez eu simplesmente não consiga juntar tudo isso na minha cabeça.Todos esses estágios de vida pelos quais eu vou ter que passar,todas essas fases.
Para começar,eu fui criada da maneira errada.Eu tive tudo em excesso a minha vida inteira.Amor demais,brinquedos demais,direitos demais.Meus pais raramente me deram 'nãos' e muitas vezes tomaram decisões,resolveram problemas que cabiam a mim.
Isso te dá um senso de segurança meio equivocado.Você tem uma certa consciência de que tem muito ao seu alcance,mas ao mesmo tempo,de vez em quando fica difícil caminhar com os próprios pés,se firmar em um lugar só.
Acho que esse é o motivo pelo o qual eu não me imagino cheia de responsabilidades,fazendo tudo sozinha,porque sinceramente,o meu mundinho se resume a comprimidos,livros,garotos e música.Dramas sem fundamento,programas de tv que eu assisto religiosamente,filmes que eu venero.
Para quem viveu muito tempo em um bolha,o mundo lá fora é complicado.
Mas antes de mim,outras garotas conseguiram se desprender dos pais,das lembranças,da zona de conforto e hoje,estão por aí,conhecendo o mundo,cientes das milhares de tragédias que acontecem todos os dias,encontrando beleza nisso tudo.
De vez em quando,eu gosto de ver albúns antigos da minha família.Fotos da minha avó,da minha mãe,das minhas tias quando crianças.Àquele típico albúm em preto-e-branco,com as marquinhas de mofo,contando inúmeras histórias.E às vezes,eu me pergunto o que aconteceu com elas.Como foi que se tornaram mulheres?Como conseguiram chegar ao outro lado?
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
a perfect party,one eternal kiss.
Céus,é simplesmente tão assustador pensar na vida!
Ver todas essas histórias se desenrolando na sua frente,essas vidas se entralaçando.Vendo todos esses mudos,esses personagens...uns tão parecidos comigo,outros que não se parecem com ninguém.
E em meio a todas essas reviravoltas,ELE.
E meu Deus,como isso soou clichê!
Eu não faço esse tipo,acreditem.Eu não faço questão de ganhar flores,nem chocolates.Eu odeio bichos de pelúcia e demonstrações públicas de afeto me deixam maluca.
Eu prefiro homens intelectuais e uma garrafa de vinho tinto.Uma lareira,talvez.Há quem diga que eu já nasci com trinta anos.
Eu sempre procurei por alguém capaz de amar meu egoísmo e aceitar minhas pretenções.Que admirasse os meus esforços,o meu certificado de Cambridge,minhas medalhas das olimpíadas de história.Alguém certinho,que tivesse tudo sobre controle,exatamente como eu.
Eu sou do tipo que sempre teve um quarto impecável,notas perfeitas.Do tipo que nunca saía de casa se não fosse perfeitamente produzida.
Eu sempre fui bastante adequada.Eu sempre soube o que falar,o que vestir,o que fazer.Eu sempre tive poder de persuasão também,eu sempre consegui o que queria,e além do mais,eu tinha aquele ar antipático,intocável,que assustava os garotos.
Menos ELE.
O mais engraçado era que ele não chegou de repente.Ele me encarava nos corredores,sussurrava no meu ouvido em festas de 15 anos,segurava meu braço com força,como se eu estivesse prestes a sumir e nunca mais voltar.
Eu resisti por uns meses.Ok,por poucos meses,talvez,no máximo dois.Ficava difícil com aquele ar de bad boy,aquela adrenalina que subia pelo meu corpo quando ele me olhava.
O JP tinha sido o meu príncipe.Ele era meigo,atencioso,cavalheiro.O Víctor era mais forte até no nome,no toque,no jeito dele de me chamar de Docinho.
O JP foi supostamente o homem dos meus sonhos.O Víctor me completou por inteira,cada célula do meu corpo faíscava por ele.O nosso primeiro beijo foi agressivo,desesperado,cheio de desejo,de amor,de medo,mas foi um daqueles momentos únicos em que o passado e o futuro se unem dentro de você.
E até hoje eu não tenho como explicar o que eu sinto por ele,o que ele sente por mim.Mas a verdade é que nossas conversas nunca foram superficiais,casuais,eram sempre profundas e nós brigávamos constantemente.
E quando a gente começou a namorar,eu senti aquele desespero juvenil que eu achei que nunca ía sentir.Eu vou morrer se não o ver hoje a noite.Eu o amo desesperadamente,eu quero mais daqueles bejos.E ele era intenso da mesma forma,às vezes até mais.Fogo com fogo,foi como a Gabi nos definiu certo dia.
Aí ele foi embora.Eu cresci,ele cresceu.Eu tive outros garotos,paquerinhas,ficantes.Ele teve outras meninas,se divertiu fora do país...
De certa forma,eu acho que sempre esperei por ele.Inconscientemente até,querendo e não querendo que aqueles dias voltassem.Querendo sem saber que queria aquela motanha russa de emoções,milhares de informações pulsando dentro da minha cabeça,inúmeros sentimentos novos,se espalhando pelo meu corpo como estrelas explodindo.
Eu acho que incoscientemente,eu me preparei para quando ele chegasse também.Meu corpo,pouco a pouco,se preparou para aqueles olhares demorados,aquele sorrisinho no canto da boca.Para aquele cigarro entre os dedos,aquele All Star sujo.E a verdade é que a gente nunca está preparada o suficiente.
De algum jeito ele voltou mais forte,mais confiante,mais decidido.E a determinação dele me deixa maluca agora.É como se todos aqueles sentimentos tivessem retornado em dobro.Tudo parece duas vezes mais forte,mas intenso,mais assustador também...mas ao mesmo tempo,mais crescido,mais bonito,nenhum de nós dois é mais criança.Acho que nenhum de nós está preocupado com o futuro também.Sobre o quanto isso vai durar,se vai durar...De uma forma ou de outra,nós somos o típico casal inevitável,a gente sempre acaba achando um caminho de volta um para o outro,a maneira antiga de fazer com que tudo pareça novo,promissor,colorido...avalassador.
Postado por patricia às 10:44 2 comentários
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
the seasons have changed...and so have we.
As pessoas mudam.
Quem nunca ouviu essa frase?Quem nunca fez essa afirmação mentalmente diante de um antigo amigo,um ex namorado,um inimigo,quem sabe...Quem nunca disse essa frase à alguém?
Há quem diga que eu mudei mais rápido do que deveria.Que eu deixei de passar por certas fases,ter certas experiências.E há quem diga que não me conhece mais,que eu mudei tanto e com tamanha rapidez que me transformei em uma estranha.
De vez em quando,eu gosto de pensar que mudei de propósito.Que certo dia eu acordei e decidi que não queria ser mais o que eu era e me transformei em outra pessoa.Quem nunca pensou nisso,afinal de contas?Em dar uma repaginada na vida e se renovar?
Mas pensando bem,não foi bem assim.Como quase tudo na vida,aconteceu devagarinho,sem que eu percebesse.Uma coisinha alí,outra acolá,e quando eu olhei para trás,vi o quanto tinha se perdido,o quanto eu tinha deixado para trás e a minúscula fração do que eu era que ainda carrego comigo.
Talvez eu realmente tenha me perdido ao longo da estrada.Talvez eu tenha me achado.Talvez o que você chame de mudar,eu chame de crescer.Ou talvez,as consequencias tenham me obrigado a sair do casulo,me jogando em um mundo que eu ainda não conhecia.
No final das contas,o que eu sei é que valeu a pena.Que certas manias,certos hábitos vão me acompanhar para sempre,pois são eles que me definem,que me lembram que por mais que eu mude,que o mundo mude,certas coisas vão permanecer da mesma forma,sempre.E isso,querendo ou não,passa segurança.Que essas característicazinhas,boas ou más,são o que te lembram do que você é,do seu 'eu' por completo,com todas as complexidades e com toda a simplicidade também.
As decepções sofridas,as inúmeras vezes em que eu quebrei a cara,que eu fui enganada,que eu enganei a mim mesma,foram apenas parte do aprendizado,da minha metamorfose.
Eu acho que a conclusão,é que a vida é assim mesmo.De uma forma ou de outra,tudo tem que ficar uma droga antes de melhorar.Você realmente tinha que chegar a um certo ponto,e perceber que não tinha mais volta para poder seguir em frente.E você segue.Que outra opção lhe resta?Não se pode fugir do passado,muito menos do futuro...
Talvez eu tenha passado por mais do que eu estava preparada para passar,tenha mudado mais do que deveria.Mas ter passado,ter mudado tanto em tão pouco tempo e saber exatamente aonde eu piso,ainda me conhecer o suficiente para saber o que eu quero,para ser ouvida,já é razão o suficiente para comemorar,se querem saber minha opinião.Eu nunca quis uma vida perfeita,uma cabeça cheia de pensamentos intactos,segredos indecifráveis.Por mais que de certa forma,eu seja sim bastante complexa,eu sempre busquei o que há de mais simples.Uma tarde com amigos,um banho de chuva,um filme perfeito,calor humano...Exatamente o que está sempre por perto e pouca gente percebe.Geralmente,a chave para a sua felicidade.
Postado por patricia às 07:03 0 comentários
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
19 de Janeiro de 2009 e eu ainda não fiz nada de últil das minhas férias.
Ok,eu saí um pouco,viajei,conheci gente nova...foi válido de certa forma.Ou teria sido,se as coisas não tivessem desandado tanto nos últimos dias.
Eu acho que é permitido dizer que nos últimos 15 dias eu não fiz nada além de assistir a programação inteira da Warner e da Sony e me empanturrar com Cheetos e Coca-Cola,enquanto eu reclamo da falta do que fazer,como se a culpa não fosse minha por recusar tantos convites ou dar o cano em tanta gente.
Eu não to bem,eu preciso conversar com alguém,falar um pouco,mas eu me afastei de todo mundo.Esse é o meu jeito de lidar com os problemas,eu me tranco no meu mundinho e perco contato com todo o resto,esperando que algo caia do céu,que os problemas desapareçam,até minha mãe bater na porta do quarto,mostrando o que ela achou fazendo a faxina no closet,trazendo de volta as memórias.
Anyways,eu não acho que as memórias sejam o problema.Machuca menos não lembrar,machuca mais?Me deixam feliz,me fazem rir?Isso é relativo,óbvio.Todo mundo gosta de relembrar certas coisas,prefere esquecer outras.Simples.
Sei lá,de repente eu percebi que eu me preocupo com tanta bobagem!Com a cortina,as almofadas da cama,se o meu gigolete combina com a minha roupa...
Outro dia eu estava me arrumando para sair,olhei para os óculos escuros e achei que combinaria perfeitamente com o meu vestido,mas que de qualquer jeito eu não poderia usá-los,porque era à noite e tipo,que idiota usaria óculos de sol à noite?Daí me veio à cabeça "Gabi usaria",porque ela sempre faz o que quer.Então eu lembrei da vez em que paguei dois reais para que ela não fosse ao shopping usando meias de cores diferentes.
Aí me deu saudades.Saudades e uma espécie de culpa por todos os telefonemas e convites dela que eu tenho ignorado ultimamente.Por estar sempre inventando desculpas,colocando outras coisas tão sem importância antes dela.E eu pensei nos meus outros amigos também,nas outras milhões de criaturas que eu tenho ignorado.
Tanta gente passou por tanta coisa essas férias e eu nem para passar um telefonema,escrever um e-mail,perguntar como está,fazer companhia...Eu lembro de que quando eu fiquei de recuperação,eu fiquei incomunicável por um dia inteiro,mas eu não estava chorando nem me descabelando,só meio triste,acho que aquela era a minha idéia de tragédia na época.De qualquer jeito,eu não estava esperando que ninguém aparecesse e me desse os pêsames.Não era como se alguém tivesse morrido,afinal de contas.Recuperação em uma matéria,apenas.Acontece com todo mundo...mas a Gabi apareceu.Apareceu usando aqueles shorts de menino dela e com uma revista de The O.C. para me dar.E ainda conseguiu me fazer rir!
"Achei que ía te encontrar afogada em coca-cola!".E eu fiquei com dor de barriga de tanto rir,como se eu nunca tivesse escutado nada tão engraçado¬¬
Eu já tinha a revista,mas até hoje eu guardo as duas,porque foi tão gentil da parte dela vir aqui e me fazer companhia quando eu precisei.Significou tanto!Quer dizer,geneticamente falando,ela não é família.Não é minha irmã,não é minha prima,não tinha obrigação nenhuma de vir me visitar e me trazer presentes,mas ela o fez mesmo assim,me oferecendo tando,quando eu merecia tão pouco.
Então acho que pensando bem,talvez eu tenha uma meta para o meu ano novo:Prestar um pouquinho mais de atenção nas pessoas que são importantes para mim,que me lembram constantemente que eu não tenho que aguentar tudo sozinha.Que elas vão estar alí,sempre,prontas para ajudar e permanentemente no meu coração.
Postado por patricia às 05:38 1 comentários
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
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Então,2009.
Eu sei que deveria soar como um grande divisor de águas e tudo e tal,mas no final das contas,é só um outro ano começando.Mais doze meses que de certa forma tentamos planejar e inevitavelmente não conseguimos.
Pessimista,eu sei,mas de uma forma ou de outra,a verdade.
Quando eu penso nos últimos cinco dias,ou eu quero dormir por uma semana ou apelar para o meu lado fútil e fazer compras.Não que esteja sendo horrível,é só que as coisas deixaram de fazer diferença.
Então,eu viajei no final do ano,perdi certas coisas,consegui outras.Senti raiva,medo,felicidade...tanta coisa que fica difícil de definir ao certo.
Só sei que essa não foi uma viagem como as outras,que eu vou gostar de recordar e sentir saudades.Não foi ruim também,mas eu sei que poderia ter aproveitado melhor se tivesse dado um chance as pessoas,ou uma chance a mim mesma.
Eu sempre tentei me convencer de que eu nunca me arrependia das mais minhas decisões,dos erros cometidos,mas hoje em dia eu sei que isso tudo é meio equivocado.
Todo mundo se arrepende de alguma coisa,disse algo que gostaria de retirar,de desfazer.
Eu acredito que culpa é um sentimento que todo mundo sente uma vez ou outra.Não a culpa de um assassino,de um herói de guerra,mas em menores proporções,por uma palavra dita,um lágrima derramada.
Perdão,é algo difícil de ser exercido,segundo as massas,ou os sermões de padres ou whatever.Todo mundo sempre lembra de aconselhar os outros a perdoar aqueles que lhes fizeram mal,a não guardar mágoas,mas ninguém lembra de perdoar a si mesmo primeiro.De assumir os seus erros e sua parcela de culpa e saber superar isso de alguma forma,deixando o passado no passado.Afinal de contas,em cada um de nós existe bondade e maldade,superação e dor,escolha e remorso.Todo mundo guarda mágoas,todo mundo já foi cruel um dia.É a natureza humana,nada mais que isso.
E eu,tendo consciência de que não sou a melhor das criaturas,convivo com isso.Busco esse perdão,aceito,recuso,cometo erros.Perdoo e sou perdoada deixando a vida fechar o seu ciclo.
Sem grandes expectativas,sem pensar demais no futuro,mas com a esperança de que qualquer grande 'tragédia',qualquer erro irreversível,pode ter lá os seus bons frutos.Ou mesmo que não tenha,sempre há um novo começo.
Postado por patricia às 06:01 2 comentários