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domingo, 21 de junho de 2009

my sunshine and my dark.

Céus,que semana difícil!Provas,problemas,minha mãe viajando...mas já passou e eu finalmente estou de férias.

É meio assustador pensar que próximo semestre a minha vida vai mudar completamente outra vez.Que eu vou ter que me desfazer de certas coisas para ganhar outras em retorno.
E pela primeira vem em muito tempo,eu não estou preocupada,apenas ansiosa.Talvez há dois,ou até um mês atrás eu teria ficado com medo,desistido no meio do caminho,me apegado ao que me era confortável,mas agora eu sei que estou pronta,e eu quero estar.
Eu quero as mudanças,eu quero essa vida nova que elas tem a me oferecer,eu quero um nova começo e uma nova chance.

Eu aprendi muita coisa sozinha nesses últimos seis meses.Coisas que a escola,ou os nossos familiares nunca nos ensinaram.
As pessoas te ensinam a não falar com estranhos,não colocar seu endereço na internet,a não dirigir embriagado e até princípios básicos de primeiros socorros,mas elas nunca te ensinam a lidar com as consequências disso tudo.Elas nunca te disseram o que fazer quando as pessoas te decepcionam ou quando você se agarra casualmente com um estranho no cinema,e no final das contas ele não queria nada mais do que aquilo.Eles não te ensinam a lidar com corações partidos,dores emocionais,eles nunca te disseram o que fazer quando você se ver presa em um problema sem solução,ou como levantar da cama em dias que você só quer adormecer por horas e horas...
A verdade é que eu não se tenho a resposta para tudo isso,mas depois que passa,você de certa forma se torna mais resistente.Não tem uma fórmula para emendar corações,passar por cima de mágoas,perdoar os erros alheios e aceitar os seus...essas coisas a gente simplesmente aprende com o tempo,vivendo.

Se eu dissesse que foi bom passar por tudo que eu passei eu estaria mentindo.Talvez se eu pudesse escolher,eu escolheria não ter passado,ter continuado a ser o que eu era três,quatro anos atrás,quando as pessoas ainda podiam resolver os meus problemas por mim.
Mas por outro lado,foi válido o sofrimento,sempre é.Todo mundo é obrigado a sentir essas dores,é quase parte do nosso metabolismo.
Mas a gente passa por elas.Talvez não da melhor maneira possível,talvez não do jeito certo ou da maneira convencional,mas da mesma forma que elas vieram,elas vão embora...

Eu cheguei a conclusão que a vida não foi feita pra ser fácil,que quando um problema vai embora,outro surge e assim por diante,mas que por bem o por mal,a gente acaba aprendendo a lidar com eles,e a continuar.

E isso é tudo que eu posso pedir.



sábado, 30 de maio de 2009

trouble

Eu oficialmente desprezo meu pai.
E a parte triste é que eu nem sem quando eu passei a me sentir assim.
Acho que em algum ponto eu percebi que ele não era o que ele precisava ser,e que não importa o quanto eu o perdooe ou tente apagar o passado,ele continua me magoando de novas formas,de algum outro jeito que fez com que eu parasse de acreditar que ele tem jeito.

Quando eu era criança,acho que gostava mais dele do que da minha mãe.Quer dizer,ele nunca reclamava,me levava para o Mc Donalds dia de domingo e me trazia um presente toda semana.Enquanto a minha mãe,fazia o que tinha de ser feito.Se certificar de que minhas tarefas estivessem em dias,me lembrar a hora de tomar banho,me vestir apropriadamente.Talvez eu deva culpá-la por ser tão controladora,querer que tudo aconteça como eu planejo.
Eu nem sei se algum dia eu tive a chance de ser uma criança de verdade.Eu sempre tive tanta coisa com que me preocupar,incluindo o casamento dos meus pais,que estava sempre beirando o caos,mas as melhores lembranças que eu tenho,até os meus 6 ou 7 anos de idade,foram proporcionadas por ele.
As nossas caminhadas na praia,os domingos no shopping,as vezes que ele me carregava nos braços porque eu sempre voltava dormindo das festinhas...Tudo isso faz com que eu me pergunte como os papéis se inverteram.Quando eu passei a amar a minha mãe tão desesperadamente a ponto de depender dela para quase tudo.

Hoje eu sei que eu sempre a amei mais,e que aqueles dias com o meu pai,para ele,não passou de um mero passa tempo.Ele não tinha que me dar ordens,que cuidar de mim quando eu adoecia,de ensinar o meu dever de casa,tudo o que ele tinha de fazer era me dar dinheiro o suficiente para que aquelas saídas no final de semana ficassem cada vez mais escassas.

De algum jeito,eu queria poder tirá-lo da minha vida,mas todas as vezes que eu tento,um fotografia aparece ou uma memória ressurge,e como sempre,eu me vejo presa a ela.
Talvez porque eu saiba que se eu me afastar por muito tempo,eu corro o risco de perdê-lo de vista pra sempre.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Fim de tarde.
Tudo em ordem,como sempre.As almofadas na cama,meus livros,minhas bonequinhas chinesas,as borboletas na minha parede,meu caderno de veludo.Meus bibelôzinhos dourados,minhas caixinhas com estampa oriental,as cortinas brancas,os chaveirinhos pendurados na porta do guarda-roupa e os sapatos jogados no chão.
Tudo é completamente plano,às claras.Tudo por fora,pelo o menos.Sobre os armários e gavetas,não posso dizer a mesma coisa.

Um infinito de papéis jogados,cartões de aniverário,recadinhos,provas,fotografias,até o um aparelho de DVD quebrado.
Segredos,dias em que eu quis voar e dias em que eu quis sumir.
Lembranças.Saudades da minha infância,saudades de gente que eu não vejo mais,saudades do portão do colégio e dos corredores.
CD's das Spicy Girls e Backstreet boys,Barbie primavera,maquiagem vencida,frascos vazios,pulseiras quebradas.
Planos.Planos para o futuro,planos para agora,para depois.Um milhão de sonhos,dezenove primaveras,verões,outonos e invernos.
Tardes na piscina,tardes na Dom Luís,tardes com a Gabi.Tardes beijando loucamente em um sala de cinema escura.Tardes passadas sentada na minha escrivaninha vendo os navios atracando no Porto.
Noites em claro,noites escuras.Noites inesquecíveis,noites perdidas.Noites apaixonadas,noites aflitas,noites infames,noites insignificantes,esquecíveis.

Sonhos.Realizados.Perdidos.Constantes.
Sonhos que eu invento,sonhos que eu persigo.Papel machê,purpurina,bobagens,extremamente importantes.Irrelevantes.
Verdadeiros.

Presilhas,lápis de cor,bala de canela,livros,CDs,revistas,filmes que eu nunca vi,caixas,recortes,trabalhos,velas brancas,pérolas,laços,verde água,caixinha de música,roupas,sapatos,Princess by Vera Wang,Dior Kiss.Latinhas de coca-cola,celular,gatinho dourado com olhos de strass.My Little Pony,caixas brancas,computador,TV,outros eletro domésticos,cartas,beijos,pétalas de rosas,porta retrato,um milhão de sapatos,roupas velhas,roupas novas,vestido preto maravilhoso,agenda,notas de 10 reais,esmalte vermelho,mouse pad fodido,bons modos,maus modos,óculos escuros.
Por do sol,chuva,Gossip Girl,um milhão de sorrisos,algumas lágrimas,lembranças que eu não faço questão de lembrar,gigoletes(não podem faltar),canetas com brilho,twitter,trabalhos,Trio,Aturgil,chão firo,elefantinho da Índia,pulseira Tiffany,lingerie sexy,paciência pouca.
Muita auto-estima,pouca determinação.Grandes feitos,falhas,alegrias,convites.
19 chances de consertar os erros.19 chances de errar tudo de novo.

Ainda valeria a pena

domingo, 10 de maio de 2009

safe.

Eu tive o melhor final de todos os tempos.
Saí com a Carol e a Gabi ontem,assisti Wolwerine,ri horrores,fiz compras,andei de mãos dadas com as minhas amigas...engordei também,óbvio,e fiz as duas desistirem da dieta da banana:D

Fazia algum tempo que não saíamos as três juntas,rindo por qualquer coisa,sentindo toda aquela proximidade,toda a força que elas me transmitem,e acima de tudo,esquecendo que a professora de segunda é um pé no saco,que por aí,pelo mundo afora,tem gripe suína,tiroteio e terremoto,e que nada disso importa muita quando eu estou com elas.

Hoje passei o dia com a minha mãe,óbvio.Aquele típico almoço de família,só que dessa vez sem os familiares chatos.
Foi tão bom sentir a dinâmica,as brincadeiras dos meus irmãos,meus primos que eu amo tanto,meu sobrinho preferido e os nossos papos sobre Harry Potter(o abraço mais gostoso do mundo também é o dele),a minha mãe matando todo mundo de comer e o monte de comida que sempre sobra.As conversas que eu tenho com a minha mãe depois que todo mundo vai embora,deitada na minha cama,meu pai meio bêbado...
Isso tudo me passa tanta segunrança,tanta calma,e a certeza de um amor absurdo,que não tem começo e nem fim.
São em dias como esses,que a gente deseja que nunca acabem que eu me dou conta do que vale a pena.Que não importa o problema,a situação,eles vão estar comigo.E que mesmo em meio a esse caos,a essa pressa e aos dias em que eu tenho que me lembrar de respirar,ainda existe esperança.

sábado, 25 de abril de 2009

everything.

Passei o feriado de terça-feira com as meninas.Aquele tipo de programa que só amigas de longa data conseguem te convencer a fazer:engordar,assistir um filme de terror estúpido e tirar fotos mais estúpidas ainda:x
Eu acho que só assim eu me dei conta de o quanto eu senti falta de tudo isso.De passar uma tarde inteira sem fazer nada e rindo até a barriga doer.Conversando,cantando,mexendo no guarda-roupa uma da outra...
Eu andava tão distraída com problemas na faculdade,problemas na vida amorosa e com o dia-a-dia em geral,que quase esqueci como é bom ter elas sempre por perto,prontas para ajudar.Para me contar os últimos bafões e me fazer esquecer qualquer outra coisa.

Acho que isso é o que é tão bom sobre o meu grupo de amigas.Que apesar das desavenças,das inevitáveis brigas e intrigas,dos defeitinhos,que de vez em quando eu esqueço de perdoar,elas ainda são o melhor remédio para a minha tristeza ou o meu tédio.É pra elas que eu corro quando preciso de conselhos fashion ou um ombro para chorar.Ou apenas de um abraço,ou um 'vai ficar tudo bem'.
E principalmente,é bem ter a segurança de que mesmo que nós tenhamos dito e feito coisas que gostaríamos de voltar atrás,nos magoado de inúmeras maneiras,que apesar das semanas sem se falar e das traiçõezinhas,a gente consegue esquecer tudo isso nos momentos de dificuldades.

Eu tenho me prometido muita coisa nesses últimos meses.Me dedicar mais aos estudos,decidir isso,decidir aquilo,fazer mais uma faculdade e talvez,eu tenha esquecido um pouco que existem coisas mais importantes do que o meu currículo,minha vida acadêmica,meus planos para o futuro.
Eu acabei esquecendo o quanto é bom ir a uma festa com as minhas amigas,ou andar na Dom Luís,ver um filme com elas,falar que o penteado da outra parece ter sido feito pela empregada e por aí vai.
E por mais que eu passe uns dias sem dar a devida atenção à elas,esqueça de retornar telefonemas(e livros),e esteja sempre sem saco para sair,eu não as esqueço.Não as esqueceria nem se quisesse!
Afinal de contas,como se faz isso,depois de tanto tempo compartilhando tudo?Como se quebra um laço desses?

Um dos meus maiores medos durante a pré-adolescência era que a gente crescesse e eventualmente,nos separássemos.De certa forma,a gente está mais distante.As responsabilidades aumentara,os problemas também.Tem namorados,faculdades,a festa de sábado...um mundo inteiro de 'acontecimentos',e você tem que dar conta de tudo.É meio complicado ter tempo para os amigos desse jeito.Atender todos os telefonemas,responder todos os e-mails,recadinhos no orkut...mas é aquela velha história,aquele famoso clichê do perto mesmo quando se está longe,e acho que é assim com a gente,de uma forma ou de outra nós estamos sempre conectadas,seja lembrando de uma coisinha aqui,de uma idiotisse acolá,nos reunindo em 15 anos de irmãs mais novas ou em feriados nublados.Ou simplesmente batendo na minha porte e me lembrando que eu sou bem mais feliz com elas (:

domingo, 19 de abril de 2009

finalmente.

Domingo tranquilo:)
Tirando o fato de ter almoçado fora com os meus pais ontem,eu fiz basicamente nada esse final de semana.
Mas de qualquer modo,foi bom ter ficado em casa.Tinha muito em que pensar,um bocado de coisas para resolver e levando em consideração que estava com a cabeça lotada durante essa semana inteira,foi bom finalmente,voltar a respirar aliviada.

Eu tenho que me dedicar mais aos meus estudos,foi uma das coisas que eu concluí.Ando meio relaxada ultimamente,minhas notas estão medíocres e eu tenho atrapalhado a aula como uma pré-adolescente,algo que eu realmente não me orgulho.
Talvez eu simplesmente esteja meio de saco cheio de estudar esse semestre,eu tento voltar ao que eu era antes e sinto uma certa dificuldade,mas eu to decidida a me esforçar,assim que eu pegar o rítmo novamente,eu consigo me virar até o final do semestre e melhorar as minhas notas.E sei lá,é como se finalmente eu tivesse motivação agora,por estranho que possa parecer.

Outra coisa que eu considerei foi terminar com o meu namorado.
Minhas amigas provavelmente vão me matar se isso chegar a acontecer,mas eu acho que não vale à pena continuar em um relacionamento,se eu nem mesmo tenho certeza se gosto dele.
Além disso,eu acho que eu estou confusa demais para continuar envolvida com alguém.Talvez eu esteja apenas procurando motivos para terminar ou tentando me convencer de que estou fazendo a coisa certa,mas eu sinto como se eu não conseguisse dar continuidade nem aos compromissos que eu já assumi,imagine assumir mais um,estabelecer novos laços e ir em frente com isso.
Agora,tudo o que eu quero fazer é pensar no presente,tentar corrigir o que eu fiz de errado,e garotos não estão incluídos nos meus planos.

Pode parecer contraditório,mas eu sei aonde eu estou pisando.Por mais confusa que eu esteja,eu me conheço bem,eu sei o que eu quero para mim,aonde eu quero chegar.
E nesse momento,eu quero tentar melhorar minhas notas e prestar mais atenção nas minhas aulas,não me agarrar no cinema com garotos que mordem os meus lábios.
Eu quero ficar sozinha e voltar a entregar os meus exercícios em dia,ler os meus textos,tirar 9 e 10 nas minhas provas e trabalhos,limpar minha imagem com os professores e receber algum reconhecimento por isso.
E sinceramente,eu estou feliz por ter tomado um decisão.De alguma forma,eu me sinto aliviada,como se isso fosse algo que eu precisasse fazer há muito tempo e...não sei,talvez faltasse coragem.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

faith

Comecei o dia não tão bem.
Quer dizer,acho que fiz um bom Release(e em tempo récorde),mas acabei estragando tudo na segunda aula.
Bom,acho que é de se supor que uma universitária já saiba que conversas paralelas atrapalham a aula.Ok,eu não estava conversando durante a aula,mas durante um trabalho que eu já havia terminado,mas eu como uma boa egoísta ignorei meus coleguinhas que estavam concentrados e acabei levando uma merecida bronca da professora de Assessoria de Imprensa.
É inúltil dizer que eu morri de vergonha.Especialmente com os problemas que eu tenho para conter minha timidez.Passei o resto da aula inteira de cabeça baixa e não tive nem coragem de dar 'tchau' na saída,quanto mais de me desculpar de uma forma descente,que era o que eu pretendia fazer.

Talvez o meu problema seja ter um conhecimento limitado demais da vida ao meu redor.Eu sempre tive tudo o que eu queria,na hora que eu queria e é como se o meu sub-consciênte tomasse isso como desculpa o tempo inteiro.
Sempre tive minha mãe para segurar minha barra,resolver as coisas que eu tinha de resolver,meu pai para me deixar e me pegar no colégio sempre no horário certinho,roupas e sapatos caros,livros,compras em dólar...acho que meu aprendizado se restringiu a isso.Ao que está nos livros,as compras e viagens,ao meu certificado de Cambridge,e outras coisinhas pequenas que eu aprendi sozinha,mas que eu tenho plena consciência de que não chegam nem perto da vida de verdade,do que eu vou ter que enfrentar lá fora.

De certa forma,eu também acho que me fechei muito,que me contento com pouco,que de vez em quando,eu mesma não me permito quebrar certas barreiras.
E a mesma coisa acontece com o que eu sinto,com certas emoções que eu tenho.

Eu acho que eu passei muito tempo procurando não me envolver com ninguém amorosamente.Eu não sei porque,eu sabia que estava pronta,mas eu simplesmente não queria...proximidade.Eu ergui esse muro entre mim e as outras pessoas que tornou meio complicado para um garoto me conhecer de verdade.
E aqui estou eu,finalmente namorando.E eu tenho que dizer,nada mudou muito,não.Eu ainda tenho as minhas milhares de dúvidas e a mesma dificuldade de confiar,de deixar que ele,de algum jeito,me decifre e entenda quem eu sou,o que eu quero.

Eu não gosto dele como deveria gostar,essa é a verdade nua e crua.E eu sei o porque.
Eu não gosto dele porque é fácil ser namorada dele.Sem drama,sem choro,nenhuma briga.
E eu,por minha vez,sempre gostei das complicações,de meninos que se incomodam com os meus defeitos,que são poucos compreensíveis,mais fácil de serem detestados,mais fácil de dar um fora.
Eu não gosto do meu namorado porque ele me entende com facilidade,tem um abraço quentinho,aconchegante,porque ele diz que me ama sempre que ele tem oportunidade.Eu não gosto dele porque o nosso namoro é confortável e eu tenho medo de me envolver.

Às vezes,eu tenho medo de morrer sozinha,de nunca conseguir me relacionar com alguém,nunca permitir que alguém se aproxime o suficiente.
Eu acho que eu tenho medo demais do fim.Por isso que eu gosto de assistir filmes repetidas vezes,olhar finais de livro,ler spoilers...Porque dessa forma,eu sempre tenho certeza de como acaba.

Quanto à Semana Santa,minha família não tem jeito:x