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quarta-feira, 8 de abril de 2009

sowhat?

Lá me vou,mais uma vez,para a fazenda do papai:x
Eu sei,no meu lugar você estaria feliz em ter um refúgio para passar a Semana Santa longe dos barulhos da cidade grande,e tudo e tal,mas não é o meu caso.Sorry.

Dessa vez,pode-se dizer que o problema maior não é nem ficar distante da civilização.Afinal de contas, eu posso lidar com isso com um i-pod,bons livros e bons filmes.E o trabalho de Filosofia para preparar,lógico.
O meu problema maior,sinto muito dizer,são as pessoas com as quais eu terei que conviver durante os tais quatro dias:T
Eu queria realmente dizer que sou próxima de toda a minha família,que gosto de cada um igualmente e não guardo mágoas.De fato,tem uns poucos e bons que eu desejo tudo de melhor e que eu sei que me entendem e torcem por mim,já outros,eu acho que prefiro ignorar.Embora vez e outra,seja meio complicado.

Eu sempre fui facilmente julgada por alguns de meus familiares.Sei lá,pode soar clichê,mas acho que eles me vêem de uma forma tão superficial.Como se eu não tivesse ideais,objetivos na vida,quando na verdade eu tenho bem mais do que eles,ou os seus filhos,ou seus sobrinhos.
A verdade é que eu sempre odiei ser julgada.Passei minha vida inteira tentando fugir da imagem de filhinha de papai que certas pessoas têm de mim,sempre tentando me esconder por um motivo ou por outro,tentando me introsar com aquela prima da minha idade e daí por diante.

Eu não gosto de comédias adolescêntes,nem de Babado Novo.Eu odeio carnaval e não sou muito chegada a chocolate.Também não gosto de ir 'para a night' e 'cair na balada'.Também não sou católica e não vejo muita graça nos livros da Meg Cabot.
E de certa forma,apesar de não sair para todos os points super quentes da cidade,de não ter mil amigos no orkut e não ser tão popular na faculdade,eu sinto que o meu universo é tão mais abrangente do que o dessas pessoas.
Quer dizer,eu me sinto tão feliz escrevendo,lendo,assistindo ao um bom filme.Me sinto tão bem escutando uma boa música ou tendo uma conversa interessante em uma mesinha da Montmartre.Ou simplesmente aprendendo com as coisas da vida,com o dia a dia,com o que meus pais tem a me ensinar,os meus amigos tem a me ensinar.
Me parece tão mais promissor olhar para vida assim,como se tudo ao redor,todos esses acontecimentos e essas vidas se entrelaçando fossem parte de uma escola,e que eu estou apenas começando!



segunda-feira, 6 de abril de 2009

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her hair is harlowe gold
her lips sweet surprise
her hands are never cold
she's got bette davis eyes
she'll turn her music on you
so you won't have to think twice
she's pure as new york snow
she's got bette davis eyes

and she'll tease you
she'll unease you
all the better just to please you
she's precocious and she knows just
what it takes to make a pro blush
she's got greta garbo stand off sighs
she's got bette davis eyes

she'll let you take her home
it whets her appetite
she'll lay you on her throne
she's got Bette Davis eyes
she'll take a tumble on you
roll you like you were dice
until you come out blue
she's got Bette Davis eyes

she'll expose you, when she snows you
off your feet with the crumbs she throws you
she's ferocious and she knows just
what it takes to make a pro blush
all the boys think she's a spy
she's got bette davis eyes

and she'll tease you
she'll unease you
all the better just to please ya
she's precocious, and she knows just
what it takes to make a pro blush
all the boys think she's a spy
she's got bette davis eyes

she'll tease you
she'll unease you
just to please ya
she's got bette davis eyes
she'll expose you, when she snows you
she knows ya
she's got bette davis eyes

sábado, 4 de abril de 2009

my heart races for self control.

Eu não entendo por que eu reclamo tanto,às vezes.É difícil para os outros entender por que alguém que tem praticamente tudo,vive constantemente querendo mais.Nem eu entendo,de vez em quando,para ser franca.

Eu acho que passei a vida inteira ganhando tudo de graça,vendo as coisas caindo no meu colo impropositalmente,quando eu queria aprender a lutar por elas.E sendo sincera,eu acho que nunca aprendi.Ou talvez tenha aprendido,mas da forma errada.

Acho que a maioria das pessoas não consegue entender como eu posso ser duas pessoas ao mesmo tempo.Como eu posso me concentrar lendo um bom livro,mas não consigo passar dez segundos deitada na minha cama,pensando na vida.Ou como eu posso passar horas e horas assistindo uma aula,se ela me interessar,e não consigo almoçar sozinha,a não ser que eu esteja fazendo outra coisa ao mesmo tempo.
Muita gente não entende como eu posso ser tão relaxada e ao mesmo tempo estar sempre em movimento.Ou às vezes,detestar escutar o que as pessoas tem a me dizer e não conseguir viver sem música.

A verdade é que eu seu meio irrequieta,meio agitada,ou melhor ainda,eu sou extremamente impulsiva.Eu faço o que quero,e às vezes me arrependo.
Eu gosto de provar certos venenos só para ver o estrago depois.
Eu gosto da sensação,da adrenalina,do ritmo acelerado.Faz com que eu me sinta mais viva de alguma forma,como se as outras pessoas fossem meras marionetes e eu tivesse o mundo inteiro nas mãos.

Eu sempre gostei de correr,quando eu tinha uns 6 ou 7 anos eu corria com o meu pai na praia quase todos os dias e,até hoje,continua sendo para mim,uma das melhores sensações do mundo.Pelo simples fato do movimento contínuo,do vendo batendo no rosto e nada mais.Você esquece do mundo,das pessoas.É como se você fosse invencível e nada fosse capaz de te alcançar.


"Ela é inquieta num grau maior que a maioria. Ela corre a 200 por hora, enquanto muitos estão felizes dentro do limite de velocidade. E, quando todo mundo pensa que ela sossegou e está feliz com o que tem, lá vem ela, mudando os planos, se jogando em alguma novidade e mostrando para os outros que, sem essa inquietitude ela não sabe viver."





terça-feira, 24 de março de 2009

I'm a sucker for happy endings.

Agora que as coisas finalmente se acalmaram,os motivos da minha 'crise' meio que ficaram mais claros.Perguntas foram respondidas,algumas lacunas preenchidas e eu estou finalmente apta a recomeçar minha vida.

De certa forma,ou talvez de todas as formas possíveis,eu sempre fui meio 'control freak'.Eu gosto de assistir filmes várias vezes,olhar páginas finais de livros,ler spoilers...Resumindo,eu sempre gostei de saber como as coisas acabam,de ter uma certeza sobre o final.E talvez tenha sido exatamente esse o meu problema.Minha vida inteira foi perfeitamente planejada.Eu criava expectativas e quase sempre as coisas aconteciam exatamente como eu esperava.
Daí quando elas começaram a sair do controle eu me senti meio perdida,como se tudo que eu controlei a minha vida inteira não pertencesse mais a mim.

No meu último post,eu lembro de ter falado sobre o quanto eu achava estar pronta para enfrentar certos problemas,e sobre o quanto eu me achava mais forte quando criança,mais corajosa.
Bom,talvez eu tenha mudado de idéia sobre tais afirmações.Ok,eu fui uma criança incrivelmente otimista e madura,e quem sabe naquela época eu lidasse melhor com os meus problemas do que eu lido hoje,mas eu não posso desprezar o fato de que eu passei SIM por essa fase difícil de dois meses atrás e ainda estou aqui.Não exatamente pronta pra outra,mas ainda assim...minha força de vontade tem que contar por alguma coisa,afinal de contas. (:

Eu tenho plena consciência de que eu não sou a melhor pessoa do mundo.Sei também que alguns 'males' eu mesma atraí pra mim e foram só consequências de erros cometidos no passado.
Mas sei lá,acho que eu cansei de tentar agradar todo mundo.Eu não sou simpática,não sou aberta a novas amizades,sou extremamente egoísta e individualista e quem quiser,que lide com isso.
E eu tenho que dizer que depois de tantos anos tentando agir dentro dos 'padrões',é quase um alívio ter chutado o balde.

Não é que eu tenha desistido de viver,ou jogado tudo pro alto.Eu simplesmente parei de planejar,parei de criar expectativas sobre tudo,de ter sempre uma carta na manga,um plano B.
É legal ser previnida,ter sua vidinha toda alí,dentro dos trilhos,mas é legal deixar rolar também.Pelo o menos no momento,é o que me parece certo.Eu vou vivendo um dia de cada vez,tentando não me preocupar com tudo,deixando que as coisas se encaixem por si só.
Tudo bem,confesso que é um pouquinho complicado depois de tantos anos sendo tão 'perfeita',mas a verdade é que talvez a idéia que eu tinha de felicidade há uns anos atrás fosse meio equivocada,especialemente quando eu penso em todo o esforço que me custava para 'manter as aparências',fingir que tava tudo bem.

Ser feliz e tão mais simples do que isso!
A propósito,eu tenho tanto a comemorar,tantas vitoriasinhas acumuladas.Eu tive tanto amor a minha vida inteira,tanta dedicação de tanta gente!E isso já é o suficiente para continuar de pé,juntando esses pedacinhos,essas respostas que me fortalecem,ma fazem uma pessoa inteira,completa.
No final das contas,acho que sou uma obsecada por finais felizes. ;D

'Já vi o fim do mundo várias vezes e na manhã seguinte tava tudo bem"


quinta-feira, 12 de março de 2009

Eu estava sentindo falta de tranquilidade.
Sei lá,foi tudo tão difícil nos últimos meses e eu senti tanta coisa que é como se eu tivesse vivido uma vida inteira em 60 dias.
É meio assustador olhar para trás e pensar naquilo tudo,mas ao mesmo tempo é reconfortante,me dá uma certeza de que eu estou no lugar certo e que as coisas finalmente se acalmaram.

É estranho pensar também que eu me abalei por tão pouco,especialmente tendo tido a infância que eu tive.O que me faz pensar que eu era bem mais forte quando criança,ou talvez eu simplesmente não entendesse a gravidade de todos os meus problemas de saúde,por isso eles não me atingiam.
A verdade é que de certa forma eu sempre achei que essa época da minha vida tinha me fortalecido e que eu tiraria de letra os problemas menores.
E aqui estou eu,rescém saída de uma das piores fases da minha vida,para a qual eu achava estar preparada e morrendo de medo de arrancar um dente.
De pensar que essa é a mesma menina que tirou o líquor da coluna aos 6 anos e não chorou...

Agora eu sei o que é sair completamente dos trilhos.Logo eu que sempre tive tudo sobre controle.As notas,o status,a minha vida social,emocional...de repente tudo isso foi por água abaixo,me deixando com uma página em branco que eu demorei meses para começar a escrever.
É como se esse período todo fosse um borrão,é exatamente assim que eu enxergo.Nada fazia sentido.Eu não sabia o que fazer,o que sentir,120 km/s as 24h do dia.Meu coração batendo acelerado e mais nada.
Mais uma daquelas fases dolorosas que você passa durante essas transições que a gente faz:T

De repente,depois que a poeira baixou e eu aos poucos eu voltei a me reconhecer,me bateu uma saudade da minha infância.
Da época em que eu não sabia o que eram comprimidos para ansiedade e anti-concepcionais,que apesar de não ser tão saudável,de certa forma eu era mais livre,mais serena.
Eu sinto falta da tranquilidade também.De dormir na cama dos meus pais,brincar de boneca,dançar Spice Girls...Sinto falta de toda aquela sinceridade,da espontaneidade.Da inocência daquela época,quando os nossos pais ainda conseguiam me proteger das decepções,das reviravoltas da vida.
Sinto falta daquele tempinho antes da adolescência,aonde tudo pareciam mais simples,menos trégico.
Acho que na infância tudo é magica e na adolescência tudo é mistério.
É assim que eu enxergo,pelo o menos,é só você largar as barbies e os broblemas começam a aparecer.Seu mundo vira de cabeça pra baixo e você descobre que a vida não é o que você pensou.Nossa primeira deslealdade e era uma vez inocência,infância...Tudo é bagunçado e você coleciona as cicatrizes como se fosse troféus.
Não sei se apagaria isso tudo,se gostaria de esquecer.No final das contas,eu continuo vivendo.


quarta-feira, 4 de março de 2009

Como eu me imagino há 10 anos.
Foi a dinâmica que o professor de Psicologia fez hoja em sala,e embora eu tenha falado pelos cotovelos sobre os meus planos acadêmicos e mestrado fora do país,a verdade é que eu não tenho idéia.
Lógico,uma coisa ou outra eu imagino.Todo mundo imagina,todo mundo planeja.Eu sei que eu quero adotar uma criança,por exemplo e eu desconfio que provavelmente,eu vou estragar ela exatamente como meus pais me estragaram.

Eu sei que eu quero que os meus pais sejam eternos e que apesar dos avanços da medicina,isso ainda é impossível.Sei também que eles me amam e eu os amo infinitamente,de um jeito que eu não consigo explicar,por mais que a gente nem sempre se entenda.E isso,ninguém apaga.

Sei que não vou ter o mesmo grupo de amigos para sempre.Que com o passar dos anos,nós vamos seguir os nossos caminhos separadamente,mas que uns poucos e bons sempre permanecem e que outros vão aparecer também.Com novas lições e um novo tipo de carinho...

Sei que eu não sei se quero casar,porque simplesmente eu não me imagino o resto da vida com uma mesma pessoa.Ou talvez eu diga isso,porque nunca amei ninguém de verdade.Ou pelo o menos,não o suficiente para envelhecer junto.

Eu sei que quero morar em New York um dia,ter um gato persa e ler Jane Austen em um cafézinho do East Village.Sei também,que vão haver dias em que eu vou ligar para minha mãe chorando de saudade,querendo de volta as nossas tardes no Iguatemi e a comida quentinha.

Sei que a maioria das coisas citadas acima se tornarão realidade,porque eu sempre consigo o que quero e nem me esforço muito para isso.Fazer o que,nasci com a estrelinha da sorte.

Sei que eu não acredito em destino e astrologia e provavelmente nunca vou acreditar.Sei que eu sou meio agnóstica,mas não faço idéia do que vou ser no futuro,quais serão as minhas crenças,o meu credo,ou se eu não vou ter nenhum...

Sei que eu não querer estar 'consciente' o tempo todo.Que de vez em quando,eu vou querer me desligar do mundo e esquecer que existe guerra,assassinos em série e contas a pagar e brincar de Barbie com a minha filha.
Sei também que eu não quero os meus pés firmes no chão o tempo inteiro.Que eu quero sonhar sempre,ter meus objetivos,mesmo que eles nunca se cumpram,apenas pelo simples fato de cultivar esperança,coragem...
Sei que como a maioria das pessoas,eu quero apenas dias de chuva,tardes com amigos,banhos de mar,beijos,abraços,sentimentos que eu nunca senti,lágrimas,de vez em quando,arco-íris,borboletas,um céu azul,sonhos para sonhar...eu quero uma vida que eu vá lembrar daqui a cem anos,sem precisar ter escrito,sem precisar de provas.

domingo, 1 de março de 2009

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'God knows you put your life in two a times
And it's both cradled you and crushed
But now it's time to make your own demands
Whoa'